20 de julho de 2014

Comentários de Marcos 11

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Este capítulo faz parte da obra: “O Novo Testamento Comentado”, de autoria de Lucas Banzoli e de livre divulgação.
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1. E quando chegaram perto de Jerusalém, em Betfagé e Betânia, ao monte das Oliveiras, [Jesus] mandou dois de seus discípulos,
2. E disse-lhes: 
Ide à aldeia, que está em fronte de vós; e logo, nela entrando, achareis um jumentinho atado, sobre o qual ninguém se sentou; soltai-o, e trazei-o.
3. E se alguém vos disser: 
Por que fazeis isso?, 
dizei que: 
O Senhor precisa dele, e logo o mandará de volta para cá.
4. E foram, e acharam o jumentinho atado à porta, [do lado de] fora em uma esquina, e o soltaram.
5. E alguns dos que ali estavam, lhes disseram: 
Que fazeis, soltando o jumentinho?
6. Porém eles lhes disseram como Jesus [lhes] tinha mandado, e os deixaram ir.
7. E trouxeram o jumentinho a Jesus, e lançaram sobre ele suas roupas, e sentou-se sobre ele.
8. E muitos estendiam suas roupas pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho.
9. E os que iam adiante, e os que seguiam, clamavam: 
Hosana, bendito o que vem no Nome do Senhor!
10. Bendito o Reino de nosso Pai Davi, que vem no Nome do Senhor! Hosana nas alturas!
11. E Jesus entrou em Jerusalém, e no Templo; e havendo visto tudo ao redor, e sendo já tarde, saiu-se para Betânia com os doze.
12. E no dia seguinte, saindo eles de Betânia, teve fome.
13. E vendo de longe uma figueira, que tinha folhas, [veio ver] se acharia alguma coisa nela; e chegando a ela, nada achou, a não ser folhas; porque não era tempo de figos.
14. E respondendo Jesus, disse-lhe: 
Nunca mais ninguém coma fruto de ti. E seus discípulos ouviram isto .
15. E vieram a Jerusalém; e entrando Jesus no Templo, começou a expulsar aos que vendiam e compravam no Templo; e revirou as mesas dos cambiadores, e as cadeiras dos que vendiam pombas.
16. E não consentia que ninguém levasse vaso [algum] pelo Templo.
17. E ensinava, dizendo-lhes: 
Não está escrito: 
Minha casa será chamada casa de oração de todas as nações? 
Mas vós a tendes feito esconderijo de assaltantes!
18. E ouviram os escribas, e os chefes dos sacerdotes, e buscavam como o matariam; pois o temiam, porque toda a multidão estava espantada quanto a sua doutrina.
19. E como já era tarde, [Jesus] saiu fora da cidade.
20. E passando pela manhã, viram que a figueira estava seca desde as raízes.
21. E lembrando-se Pedro, disse-lhe: 
Mestre, eis que a figueira, que amaldiçoaste, se secou.
22. E respondendo Jesus, disse-lhes: 
Tende fé em Deus.
23. Porque em verdade vos digo, que qualquer que disser a este monte: 
Levanta-te, e lança-te no mar; 
e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará o que diz, tudo o que disser lhe será feito.
24. Portanto eu vos digo, [que] tudo o que pedirdes orando, crede que recebereis, e vós [o] tereis.
25. E quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que [está] nos céus, vos perdoe vossas ofensas.
26. Mas se vós não perdoardes, também vosso Pai, que [está] nos céus, não vos perdoará vossas ofensas.
27. E voltaram para Jerusalém; e andando ele pelo Templo, vieram a ele os chefes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos.
28. E disseram-lhe: 
Com que autoridade fazes estas coisas? E quem te deu esta autoridade, para fazerdes estas coisas?
29. Mas respondendo Jesus, disse-lhes: 
Também eu vos perguntarei uma palavra, e respondei-me; e [então] vos direi com que autoridade estas coisas [eu] faço.
30. O batismo de João era do céu ou dos homens? Respondei-me.
31. E eles argumentavam entre si, dizendo: 
Se dissermos do céu, ele [nos] dirá: 
Por que pois não crestes nele?
32. Porém se dissermos dos homens, tememos ao povo; 
porque todos consideravam que João era verdadeiramente profeta.
33. E respondendo, disseram a Jesus: 
Não sabemos. 
E respondendo Jesus, disse-lhes: 
Também eu não vos direi com que autoridade eu faço estas coisas.





11.2-8 Alguns fatos neste relato chamam a atenção, como, em primeiro lugar, o fato de Jesus não possuir um jumento, como possuíam todas as pessoas com algum poder aquisitivo na época. As autoridades e os ricos tinham cavalos, os de menor poder aquisitivo (classe média da época) tinham jumentos, e os pobres não tinham nada, e andavam sempre a pé. Jesus e seus discípulos não tinham nem mesmo um jumentinho, e por essa razão tiveram que pedir emprestado a um estranho (v.5). Este quadro é um imenso contraste com a maioria dos pastores famosos de nossos dias, que só andam em carros luxuosos, importados e de última geração. A segunda coisa que salta aos olhos é o fato de que, embora Jesus pudesse pedir um cavalo emprestado, preferiu pedir um jumentinho, de pequeno porte, sem nenhuma imponência. Ele fez questão de escolher o mais simples ao invés do mais exuberante. Finalmente, a multidão que o seguia também era de pessoas simples. Eles lançaram suas roupas e ramos de árvores pelo caminho – bem diferente dos grandes reis, que eram recebidos em tapetes luxuosos, com uma coroa de ouro na cabeça e vestidos de linhos finos.

11.14 nunca mais ninguém coma fruto de ti. V. nota em Mt.21:19.

11.15 revirou as mesas dos cambistas. V. nota em Mt.21:12.

11.18 como o matariam. Porque o seu ensino ia contra todo o estilo de vida dos fariseus e mestres da lei (v. notas em Mt.23), que viam Jesus como uma ameaça.

11.23 tudo o que disser lhe será feito. V. nota em Mt.8:19.

11.25 perdoai. V. nota em Mt.18:23-35.

11.28 com que autoridade. Se Jesus dissesse que era o Cristo, poderia ser preso por blasfêmia ali mesmo. Se dissesse que não, estaria atestando que não tinha suficiente autoridade para se opor a todos os chefes dos sacerdotes, escribas e anciãos, como vinha fazendo. Mesmo nesta cilada, Jesus saiu com maestria – e ainda colocou os fariseus em uma cilada ainda maior.

11.30 do céu ou dos homens. V. nota em Mt.21:25.

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