30 de julho de 2014

Comentários de Lucas 1

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Este capítulo faz parte da obra: “O Novo Testamento Comentado”, de autoria de Lucas Banzoli e de livre divulgação.
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1. Uma vez que muitos empreenderam pôr em ordem o relato das coisas que se cumpriram entre nós,
2. Assim como eles, os que desde os princípio viram [tais coisas], e foram ministros das palavra, nos entregaram,
3. Pareceu-me bom que também eu, que tenho me informado com exatidão desde o princípio, escrevesse [estas coisas] em ordem para ti, excelentíssimo Teófilo,
4. Para que conheças a certeza das coisas de que foste ensinado.
5. Houve nos dias de Herodes, rei da Judeia, um sacerdote, por nome Zacarias, da ordem de Abias; e sua mulher das filhas de Arão, e [era] seu nome Isabel.
6. E eram ambos justos diante de Deus, andando em todos os mandamentos e preceitos do Senhor sem repreensão.
7. E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos tinham muitos anos de vida.
8. E aconteceu que, fazendo ele o trabalho sacerdotal diante de Deus, na ordem de sua vez,
9. Conforme o costume do sacerdócio, lhe caiu em sorte entrar no Templo do Senhor, para oferecer o incenso.
10. E toda a multidão do povo estava fora orando, na hora do incenso.
11. E apareceu-lhe um anjo do Senhor, estando à direita do altar do incenso.
12. E Zacarias vendo[-o], ficou perturbado, e caiu medo sobre ele.
13. Mas o anjo lhe disse: 
Zacarias, não temas, porque tua oração foi ouvida, e tua mulher Isabel dará a ti um filho, e chamarás seu nome João.
14. E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão de seu nascimento.
15. Porque [ele] será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida alcoólica, e será cheio do Espírito Santo, até desde o ventre de sua mãe.
16. E [ele] converterá a muitos dos filhos de Israel ao Senhor Deus deles.
17. E irá diante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos; para preparar um povo pronto para o Senhor.
18. E disse Zacarias ao anjo: 
Como conhecerei isto? Pois eu sou velho, e a minha mulher avançada em dias.
19. E respondendo o anjo, disse-lhe: 
Eu sou Gabriel, que fico presente diante de Deus, e fui mandado para falar a ti, e para te dar estas boas notícias.
20. E eis que tu ficarás mudo, e não poderás falar, até o dia em que estas coisas aconteçam, porque não creste nas minhas palavras, que se cumprirão a seu tempo.
21. E o povo estava esperando a Zacarias, e maravilhavam-se de que demorava no Templo.
22. E saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam, que tinha visto alguma visão no Templo. E [apenas] lhes fazia gestos, e ficou mudo.
23. E sucedeu que, cumpridos os dias de seu serviço, veio para sua casa.
24. E depois daqueles dias sua mulher Isabel concebeu, e [ela] se escondia por cinco meses, dizendo:
25. Porque isto me fez o Senhor nos dias em que [ele me] observou , para tirar minha humilhação entre as pessoas.
26. E no sexto mês o anjo Gabriel foi enviado de Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré;
27. A uma virgem prometida em casamento com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
28. E entrando o anjo [onde] ela [estava], disse: 
Tenhas alegria, agraciada; o Senhor [é] contigo, bendita [és] tu entre as mulheres.
29. E ela, vendo[-o] ela, perturbou-se muito por suas palavras, e perguntava a si mesma que saudação seria esta.
30. E disse-lhe o anjo: 
Maria, não temas, porque encontraste graça diante de Deus.
31. E eis que ficarás grávida, e farás nascer um filho, e chamarás seu nome Jesus.
32. Este será grande, e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.
33. E reinará na casa de Jacó eternamente, e de seu Reino não terá fim.
34. E disse Maria ao anjo: 
Como será isto? Pois não conheço o íntimo de homem algum.
35. E respondendo o anjo, disse-lhe: 
O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que nascerá de ti será chamado Filho de Deus.
36. E eis que Isabel, tua prima, também tem concebido um filho em sua velhice; e este é o sexto mês daquela que era chamada a estéril.
37. Porque para Deus nenhuma palavra será impossível.
38. Então disse Maria: 
Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo tua palavra. 
E o Anjo saiu de [onde] ela [estava].
39. E levantando-se Maria naqueles dias, foi-se apressadamente às montanhas, a uma cidade de Judá.
40. E entrou na casa de Zacarias, e saudou a Isabel.
41. E aconteceu que, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança saltou em seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo.
42. E exclamou com grande voz, e disse: 
Bendita [és] tu entre as mulheres, e bendito [é] o fruto de teu ventre!
43. E de onde me [vem] isto, que a mãe de meu Senhor venha a mim?
44. Porque eis que, quando a voz de tua saudação chegou a meus ouvidos, a criança saltou de alegria em meu ventre.
45. E bem-aventurada [a] que creu; pois se cumprirão as coisas que do Senhor lhe foram ditas.
46. E disse Maria: 
Minha alma engrandece ao Senhor;
47. E meu espírito se alegrou em Deus meu Salvador.
48. Porque [ele] olhou para o estado de humilhação de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
49. Porque o Poderoso me fez grandes coisas, e santo [é] seu Nome.
50. E sua misericórdia é de geração em geração, para com os que o temem.
51. Com seu braço [ele] demonstrou poder, [e] dispersou os soberbos do pensamento [que tinham] no coração.
52. Tirou aos poderosos dos tronos, e levantou aos humildes.
53. Aos famintos encheu de bens, e aos ricos enviou vazios.
54. Susteve a Israel seu servo, lembrando-se de [sua] misericórdia,
55. Como falou a nossos pais, a Abraão, e à sua semente, para sempre.
56. E Maria ficou com ela quase três meses: e [depois] voltou para sua casa.
57. E a Isabel se lhe cumpriu o tempo do parto, e fez nascer um filho.
58. E os vizinhos e seus parentes ouviram que o Senhor tinha usado de grande misericórdia com ela; e alegraram-se com ela.
59. E aconteceu que ao oitavo dia vieram para circuncidarem ao menino; e o chamavam do nome de seu pai, Zacarias.
60. E respondendo sua mãe, disse: 
Não, mas [ele] será chamado João.
61. E disseram-lhe: 
Ninguém há entre teus parentes que se chame deste nome.
62. E fizeram gestos a seu pai, [perguntando] como queria que lhe chamassem.
63. E pedindo ele a tábua de escrever, escreveu, dizendo: 
João é seu nome. 
E todos se maravilharam.
64. E logo sua boca se abriu, e sua língua se [soltou]; e [ele] falava, louvando a Deus.
65. E veio um temor sobre todos seus vizinhos; e em todas as regiões montanhosas da Judeia foram divulgadas todas estas coisas.
66. E todos os que [as] ouviam, colocavam[-nas] em seus corações, dizendo: 
Quem será ora este menino? 
E a mão do Senhor era com ele.
67. E Zacarias seu pai foi cheio do Espírito Santo, e profetizou, dizendo:
68. Bendito o Senhor Deus de Israel, porque visitou, e redimiu a seu povo;
69. E levantou o poder da salvação para nós, na casa de seu servo Davi, 
70. Assim como falara pela boca de seus santos profetas, desde o princípio do mundo;
71. [Que nos] livraria de nossos inimigos, e da mão de todos os que nos odeiam,
72. Para fazer misericórdia a nossos pais, e se lembrar de seu santo compromisso;
73. do juramento, que jurou a Abraão nosso pai que nos daria;
74. Que libertados da mão de nossos inimigos, o serviríamos sem temor,
75. Em santidade e justiça diante dele, todos os dias de nossa vida.
76. E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo; porque irás diante da face do Senhor, para preparar seus caminhos;
77. Para dar a seu povo conhecimento da salvação, em remissão de seus pecados;
78. Pelas entranhas da misericórdia de nosso Deus, com que o nascer do sol do alto nos visitou;
79. Para aparecer aos que estão sentados nas trevas, e em sobra de morte; para endireitar nossos pés pelo caminho da paz.
80. E o menino crescia, e era fortalecido em espírito. E esteve nos desertos até o dia em que se mostrou a Israel.




1.4 para que tenhas a certeza das coisas de que fostes ensinado. Teófilo já conhecia o evangelho oralmente, mas Lucas decidiu passar tudo por escrito para que ele tivesse a certeza das coisas que lhe foram ensinadas, o que mostra sem duvida que, se ele não tivesse escrito a Teófilo, este não teria a “certeza” do que foi ensinado apenas oralmente. Se Lucas decidiu passar o conteúdo por escrito para que Teófilo tivesse a certeza do que lhe foi ensinado, é porque se não tivesse escrito não haveria esta certeza. Teófilo continuaria na incerteza e na insegurança, se não fosse por um relato ordenado e escrito. Isso nos mostra a completa superioridade da transmissão escrita sobre a transmissão oral. Lucas sabia que se tudo ficasse reduzido ao que foi dito o conteúdo original poderia se perder e Teófilo poderia ser confundido, gerando insegurança. Era necessário passar por escrito. Era necessário dar a certeza daquilo que foi ensinado. Era necessário dar segurança a algo que já havia sido pregado oralmente. Se a mera pregação oral já bastasse, Lucas nem precisaria ter escrito seu livro, pois creria que Teófilo já estaria suficientemente suprido com a tradição oral. Mas ele escreve pela única razão de passar a certeza. Certeza esta que não existiria em caso contrário. Aqui vemos que a conservação de um conteúdo a médio e longo prazo só pode ser feita de forma segura se for por escrito. Se foi assim ainda em pleno século I, com os apóstolos ainda vivos, quanto mais em séculos posteriores, onde a possibilidade do ensino oral ser corrompido com o tempo é imensuravelmente maior, e onde apóstolos não estão mais vivos para corrigirem erros, como João fez com Pedro (v. nota em Jo.21:23). Esta é outra razão pela qual os cristãos evangélicos adotam o princípio ortodoxo de Sola Scriptura (somente a Bíblia), porque é só pela Bíblia que podemos chegar com certeza e segurança ao conteúdo que foi ensinado originalmente por Jesus e pelos apóstolos.

1.15 desde o ventre de sua mãe. João Batista receberia proteção e assistência divina desde o ventre da mãe, ao invés de ser desde a conversão, como comumente ocorre entre os cristãos. Ele tinha um ministério especial e privilegiado e, por isso, necessitava de auxílio divino especial e privilegiado, como tinha Jesus. Isso, contudo, não significa que João não pudesse se desviar ou apostatar. Assim como Sansão foi “consagrado a Deus desde o nascimento” (Jz.13:5) como nazireu, com um propósito especial de Deus, mas se desviou diversas vezes dEle, assim também João Batista poderia ter se desviado e poderia ter perdido a presença do Espírito Santo assim como Sansão perdeu (Jz.16:20) – mas, à diferença deste, ele permaneceu firme até o fim.

1.17 espírito e virtude de Elias. V. nota em Mt.11:14.

1.25 para tirar minha humilhação. Para os judeus, uma mulher não ter filhos era uma vergonha e uma humilhação (Gn.29:32; 30:20; Jz.11:37), e ter filhos era sinal de bênção divina.

1.28 tenhas alegria. Ou “salve”, como vertem as traduções católicas. Embora alguns papistas afirmem que esta era uma forma de saudação especial que somente o imperador romano recebia e que isso fazia de Maria superior a todos, este argumento carece de confirmação no grego. A palavra grega aqui utilizada é chairó, que foi usada 74 vezes no NT – não somente a Maria – e que era uma saudação comum da época. Foi assim que Jesus saudou as três mulheres que foram ao sepulcro – Maria Madalena, Maria mãe de Tiago menor e Salomé –, dizendo: “Salve [chairó]” (Mt.28:9). Obviamente, elas não eram superiores aos demais por terem recebido tal saudação.

1.28 agraciada. A palavra aqui utilizada em relação a Maria, kecharitomene, vem do verbo charitos (que significa “favorecer” ou “encher de favores”), o mesmo utilizado em vários outros locais do NT em relação a várias outras pessoas, como Estêvão, que foi considerado um “homem cheio de graça [charitos] e do poder de Deus” (At.6:8). Paulo também disse que Deus nos “encheu de graça [echaritôsen] no Amado” (Ef.1:6), mostrando que todos os cristãos regenerados são “cheios de graça”. É por isso que ele diz que Deus faria abundar em nós “toda a graça” (2Co.9:8), e não apenas “parte” da graça. João foi claro ao dizer que Deus “não dá seu Espírito por medida” (Jo.3:34), mas que nós recebemos toda a plenitude de graça, “graça sobre graça” (Jo.1:16). Todos os apóstolos são descritos como tendo “abundante graça” (At.4:33), que no grego é mega charis, algo que “excede os limites de um ser criado” (Strong, 3173). Paulo acrescenta que a graça de Deus “superabundou” (ou “transbordou” – NVI) em nós (Rm.5:20; 1Tm.1:14), e algo “superabundante” é mais do que algo simplesmente “cheio”. Algo só transborda se já está cheio. Em síntese, o fato de Maria ter sido considerada “cheia de graça” ou “agraciada” não a torna imaculada – como alegam os papistas – porque todos os verdadeiros cristãos regenerados são descritos da mesma maneira, com plenitude de graça (Jo.1:16), commega graça (At.4:33), com graça transbordante (Rm.5:20; 1Tm.1:14), com toda a graça (2Co.9:8) e cheios de graça (2Co.9:8), como Estêvão (At.6:8). A graça auxilia e fortalece o cristão em sua caminhada contra o pecado, mas não o impede de pecar, violando seu livre-arbítrio. Se fosse assim, a razão primordial para o pecado humano seria a falta da graça divina, o que colocaria em Deus a responsabilidade pelos pecados da humanidade – o que é absurdo e ridículo.

1.28 bendita és tu entre as mulheres. O anjo não disse que Maria é bendita “acima” das mulheres, mas “entre” as mulheres. A Jael também foi dito que ela era “bendita entre as mulheres” (Jz.5:24), mas ninguém considera Jael superior às demais mulheres por causa disso, como se ela fosse maior que Sara, Raquel, Rebeca, Débora, etc. Quando Jesus foi interrogado por uma mulher que chamou sua mãe de bem-aventurada, ele respondeu que “antes bem-aventurados são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (v. nota em Lc.11:28). O sentido claro do texto é que Maria é de fato bem-aventurada entre as mulheres (pela honra de ter dado a luz ao Messias), mas qualquer cristão regenerado que busque a Deus “de todo o coração, alma, força e entendimento” (Lc.10:27) é tão bem-aventurado quanto ela (Lc.11:28). É por isso que ele disse que “qualquer um que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe” (Mc.3:35).

1.38 serva do Senhor. A palavra grega aqui traduzida por “serva” é doule, que significa “escrava, serva, criada” (Strong, 1399).

1.42 bendita és tu entre as mulheres. V. nota em Lc.1:28.

1.43 mãe de meu Senhor. Esta é a primeira confissão neotestamentária de Jesus como sendo “Senhor” (a segunda foi no v.76). O termo exato utilizado é kurios, que é usado amplamente no NT em relação a seres humanos como as autoridades romanas (Mt.27:63), o imperador (At.25:26), pais (At.21:30), maridos (1Pe.3:6), donos de escravos (Mt.10:24), donos de casa (Mt.13:35) e donos de propriedades (Mt.20:8).

1.44 a criança saltou de alegria em meu ventre. V. nota em Mt.21:16.

1.47 Deus meu Salvador. Uma prova contundente de que Maria se via como pecadora, assim como todos os demais seres humanos, e que precisava de um salvador. Se Maria fosse imaculada e não tivesse pecado, não precisaria de um salvador. Cristo não veio para os sãos, mas para os pecadores (Mc.2:17). É somente quem peca que necessita de um salvador para libertar dos pecados e trazer vida eterna. Biblicamente, “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm.3:23), razão pela qual ele providenciou um salvador, Jesus Cristo, de modo que “em nenhum outro nome há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At.4:12).

1.48 estado de humilhação de sua serva. Mais uma evidência de que Maria não se via como imaculada. Alguém que nunca cometeu pecado, sendo plenamente justo, não se encontra em “estado de humilhação”. De fato, a palavra grega aqui utilizada, tapeinosis, significa: “humilhação espiritual, que conduz alguém a perceber e lamentar sua insignificância e culpa (moral)” (Strong, 5014).

1.48 todas as gerações me chamarão bem-aventurada. Maria é de fato bem-aventurada (no grego, makarizo), da mesma forma que “bem-aventurados [makarizo] são os pobres de espírito” (Mt.5:3), que “bem-aventurados [makarizo] são os que choram” (Mt.5:4), que “bem-aventurados [makarizo] são os mansos” (Mt.5:5), que “bem-aventurados [makarizo] são os que tem fome e sede de justiça” (Mt.5:6), que “bem-aventurados [makarizo] são os misericordiosos” (Mt.5:7), que “bem-aventurados [makarizo] são os limpos de coração” (Mt.5:8), que “bem-aventurados [makarizo] são os pacificadores” (Mt.5:9), que “bem-aventurados [makarizo] são os que sofrem perseguição” (Mt.5:10) e que várias outras pessoas são declaradas “bem-aventuradas” (makarizo) nas 50 vezes que este termo ocorre no NT. Quando uma mulher no meio da multidão chamou a mãe de Jesus de “bem-aventurada” (v. nota em Lc.11:28), Cristo respondeu desta maneira: “Antes, bem-aventurados são aqueles que ouvem a palavra de Deus e lhe obedecem” (Lc.11:28).

2 comentários:

  1. Achei esses seus comentários muito interessantes , e inteligentes , obrigado me ajudou muito .

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