15 de julho de 2014

Comentário de Mateus 5

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Este capítulo faz parte da obra: “O Novo Testamento Comentado”, de autoria de Lucas Banzoli e de livre divulgação.
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1. E quando [Jesus] viu as multidões, subiu a um monte; e sentando-se, achegaram-se a ele os seus discípulos.
2. Então ele abriu sua boca e lhes ensinou, dizendo:
3. Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos céus.
4. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
5. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.
6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão saciados.
7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.
8. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
9. Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus.
10. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus.
11. Bem-aventurados sois vós, quando vos insultarem, perseguirem, e mentirem, falando contra vós todo mal por minha causa.
12. Jubilai e alegrai-vos, porque grande é vossa recompensa nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.
13. Vós sois o sal da terra; mas se o sal perder seu sabor, com que se salgará? Para nada mais presta, a não ser para se lançar fora, e ser pisado pelas pessoas.
14. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade fundada sobre o monte;
15. Nem se acende a lâmpada para se pôr debaixo de um cesto, mas sim na luminária, e ilumina a todos quantos estão na casa.
16. Assim brilhe vossa luz diante das pessoas, para que vejam vossas boas obras, e glorifiquem ao vosso Pai, que está nos céus.
17. Não penseis que vim para revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, mas sim para cumprir.
18. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota nem um til passará da Lei até que tudo aconteça.
19. Portanto qualquer um que desobedecer a um destes menores mandamentos, e assim ensinar às pessoas, será chamado o menor no Reino dos céus; porém qualquer que [os] cumprir e ensinar, esse será chamado grande no Reino dos céus.
20. Porque eu vos digo que se a vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, de maneira nenhuma entrareis no Reino dos céus.
21. Ouvistes o que foi dito aos antigos: “Não cometerás homicídio”; “mas qualquer um que cometer homicídio será réu do julgamento”.
22. Porém eu vos digo que qualquer um que se irar contra seu irmão sem razão será réu do julgamento. E qualquer um que disser a seu irmão: “Idiota!” será réu do tribunal. E qualquer que [lhe] disser: “Louco!” será réu do fogo do inferno.
23. Portanto, se trouxeres tua oferta ao altar, e ali te lembrares que teu irmão tem algo contra ti,
24. Deixa ali tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, e então vem oferecer a tua oferta.
25. Faze acordo depressa com teu adversário, enquanto estás com ele no caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te lancem na prisão.
26. Em verdade te digo que não sairás dali enquanto não pagares a última moeda.
27. Ouvistes o que foi dito aos antigos: “Não adulterarás”.
28. Porém eu vos digo que qualquer um que olhar para uma mulher para a cobiçar, em seu coração já adulterou com ela.
29. Se o teu olho direito te faz pecar, arranca-o e lança-o de ti; porque é melhor para ti que um dos teus membros se perca do que o teu corpo todo seja lançado no inferno.
30. E se a tua mão direita te faz pecar, corta-a e lança-a de ti; porque é melhor para ti que um dos teus membros se perca do que o teu corpo todo seja lançado no inferno.
31. Também foi dito: “Qualquer um que deixar sua mulher, dê a ela carta de divórcio”.
32. Porém eu vos digo que qualquer um que se divorciar de sua mulher, a menos que seja por causa de pecado sexual, faz com que ela adultere; e qualquer um que se casar com a divorciada comete adultério.
33. Também ouvistes que foi dito aos antigos: “Não jurarás falsamente”, “mas cumprirás ao Senhor os teus juramentos”.
34. Porém eu vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus;
35. Nem pela terra, porque é o suporte de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.
36. Nem por tua cabeça jurarás, pois nem sequer um cabelo podes tornar branco ou preto.
37. Mas seja vosso falar: “sim”, “sim”, “não”, “não”; porque o que disso passa procede do maligno.
38. Ouvistes o que foi dito: “Olho por olho, e dente por dente”.
39. Mas eu vos digo que não resistais a quem for mau; em vez disso, a qualquer um que te bater à tua face direita, mostra-lhe também a outra.
40. E ao que quiser disputar contigo, e te tomar tua túnica, deixa-lhe também a capa.
41. E se qualquer um te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.
42. Dá a quem te pedir; e não te desvies de quem quiser de ti tomar emprestado.
43. Ouvistes o que foi dito: “Amarás teu próximo”, e “odiarás teu inimigo”.
44. Porém eu vos digo: amai vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem,
45. Para que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus; porque ele faz seu sol sair sobre maus e bons, e chover sobre justos e injustos.
46. Pois se amardes os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os cobradores de impostos também o mesmo?
47. E se saudardes somente os vossos irmãos, o que fazeis de mais? Não fazem os cobradores de impostos também assim?
48. Portanto, sede vós perfeitos, assim como vosso Pai que está nos céus é perfeito.




5.4 os que choram. Diferente de algumas igrejas que ensinam que o crente tem que sempre estar alegre e “vencendo”, Jesus afirma que os bem-aventurados são os que choram, mostrando que a vida do cristão aqui na terra não tende a ser nenhuma maravilha, materialmente falando. Não é sem razão que para esta vida somos considerados "os mais dignos de lástima" (1Co.15:19).

5.5 herdarão a terra. Em conformidade com o parecer unânime do AT (Sl.37:9; 37:11; 37:13; 37:22; 37:29; Is.65:17), Jesus diz que os salvos herdarão a terra, e não o Céu. A eternidade será na “nova terra”, que é o que os cristãos esperam (2Pe.3:13). A nossa morada – a Nova Jerusalém – está nos céus (Fp.3:20), mas ela descerá à nova terra após o milênio (Ap.21:2), de modo que o tabernáculo de Deus estará entre os homens (Ap.21:3). Assim, o Reino que hoje está nos céus (Reino dos céus) descerá à terra, ele virá a nós. É por isso que dizemos na oração do Pai nosso que “venha o teu Reino” (Mt.6:10), que os judeus esperavam o Reino de Deus chegar (Mc.15:43) e que o próprio Senhor Jesus disse que não beberia outra vez do fruto da videira até que viesse o Reino de Deus (Lc.22:18). O Reino de Deus, que hoje está “próximo” (Lc.10:9; 10:11; 21:31; Mc.10:15), será estabelecido na nova terra após o milênio (Ap.21:1-3). A ideia de que passaremos a eternidade no Céu é estranha às Escrituras, que não ensinam um conto de fadas onde espíritos flutuam nas nuvens do Céu tocando flautas, perseguindo nuvens e bebendo leite de ambrósia, mas sim um realismo bíblico onde a vida futura se dá através da ressurreição de um corpo físico, para habitar em uma nova terra física, embora transformada do pecado e dos pecadores.

5.11-12 A perseguição e os ataques externos são considerados bons não apenas por causa da recompensa futura, mas porque ela mostra que o trabalho que está sendo feito é algo significativo. Assim como ninguém chuta um cão morto, ninguém dá tanta importância a alguém que está fazendo um trabalho mal feito, ao ponto de ter que persegui-lo. É por isso que os que não fazem nada não sofrem nenhum tipo de perseguição, e que aqueles que mais se esforçam são os mais perseguidos. A própria vida de Jesus é um exemplo de rejeição e martírio, assim como a de Paulo (2Co.1:4-11; 11:24-33) e a dos demais apóstolos. Quem tem que ter medo é quem não é perseguido – alguma coisa deve estar errada, seja ela um trabalho mal feito ou um trabalho não feito.

5.13 A analogia com o sal que pode perder o seu sabor mostra que o crente pode perder a salvação. O sal é algo bom, uma representação dos cristãos regenerados, que são aqueles que levam a Palavra ao mundo. Os não-regenerados não são “sal” nem tem nenhum sabor a perder. Mas estes que são sal podem perder o seu sabor e serem por fim lançados fora, para serem pisados pelos homens. Essa é uma referência ao texto de Malaquias 4:1-3, onde os que são lançados fora e pisados são os ímpios, que serão condenados no dia do juízo.

5.14-16 Uma lâmpada colocada debaixo de um cesto é tão inútil quanto um cristão que não produz nada, que não evangeliza e que não é um exemplo de conduta e moral.

5.17-19 Este discurso de Jesus foi feito enquanto a lei ainda vigorava, e ele mesmo cumpriu rigorosamente os preceitos da lei até a morte. Foi somente após a morte de Cristo que teve início o tempo da graça, a Nova Aliança, onde não estamos mais debaixo da lei. Jesus não veio para revogar a lei, mas para cumpri-la, pois ele é o cumprimento da lei, e com a sua morte a lei foi plenamente cumprida, chegando ao fim. Paulo disse que “antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor” (Gl.3:23-25). Ele também disse que a justiça de Deus é “independente da lei” (Rm.3:21), que “se os que vivem pela lei são herdeiros, a fé não tem valor, e a promessa é inútil” (Rm.4:14), que nós “não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm.6:14), que nós “morremos para a lei” (Rm.7:4), que “o fim da lei é Cristo, para a justificação de todo o que crê” (Rm.10:4), que “fomos libertados da lei, para que sirvamos conforme o novo modo do Espírito, e não segundo a velha forma da lei escrita” (Rm.7:6), que “eu mesmo não estou debaixo da lei” (1Co.9:20), que “por meio da lei eu morri para a lei, a fim de viver para Deus” (Gl.2:19), que “os que são pela prática da lei estão debaixo de maldição” (Gl.3:10), que “se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei” (Gl.5:18) e que Cristo “anulou em seu corpo a lei dos mandamentos expressa em ordenanças” (Ef.2:15).

5.18 nem um jota nem um til passará da lei. Embora a lei em si não passe, a forma de se ver a lei muda-se da antiga para a nova aliança. Não é a lei que passou, mas a antiga forma de se ver a lei. O autor de Hebreus disse que “a lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a realidade dos mesmos. Por isso ela nunca consegue, mediante os mesmos sacrifícios repetidos ano após ano, aperfeiçoar os que se aproximam para adorar” (Hb.10:1). Assim sendo, a antiga aliança vê a lei sob uma sombra, enquanto a nova aliança tira o véu e a vê em sua plenitude, onde as questões cerimoniais da lei são apenas sombras daquilo que foi cumprido em Cristo. Por exemplo, não temos mais a obrigação de sacrificar cordeiros pascais (esta lei era uma sombra, e não estamos mais debaixo dela), porque temos a revelação completa, que é o sacrifício expiatório de Cristo, que cumpre essa figura da lei. Não há, portanto, nenhuma contradição entre Jesus e Paulo na questão da lei, e nenhuma obrigação de observar a lei da maneira judaica.

5.23-24 O princípio exposto aqui por Cristo é o de que de nada adianta ofertar, se não houver perdão. A oferta só é válida e aceitável diante de Deus se a vida interior de quem oferta estiver em ordem. Jesus primeiro deseja a limpeza interior do coração, colocando as ofertas em segundo plano – embora alguns preguem tanto sobre dinheiro que parece que as ofertas são o que há de mais importante.

5.26 não sairás dali enquanto não pagares a última moeda. Este local temporário de punição pelos pecados não é o purgatório, pela simples razão de que o purgatório confronta fortemente o sentido das Escrituras. João disse que “o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado” (1Jo.1:7), e não apenas dos pecados maiores, como se os pecados menores fossem purgados pelo purgatório. Além disso, Paulo diz que quem pratica “as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus” (Gl.5:20-21). Ele não diz que as pessoas que praticarem tais pecados que a Igreja de Roma considera “menores” seriam salvos passando pelo purgatório, mas que não herdariam o Reino de Deus. Biblicamente, portanto, os pecados menores também são suficientes para levar à perdição, se não houver o arrependimento. O purgatório não é apenas inútil, mas é uma grave ofensa e blasfêmia contra a suficiência do sangue de Cristo e sua obra de expiação, pois faz do homem o redentor de si mesmo, expiando os seus próprios pecados, ao invés da salvação pela fé, onde todos os nossos pecados são expiados exclusivamente por Cristo, que por essa mesma razão é o nosso único salvador (At.4:12). Este local de punição temporária, portanto, diz respeito ao geena (popularmente conhecido como “inferno”), onde cada condenado pagará pelos seus pecados até pagar o último centavo, antes de sua definitiva aniquilação (2Pe.2:6; Ml.4:1-3; Hb.10:27; Sl.37:9,10,20,22,38).

5.29 O texto mostra até que ponto o pecado é grave e pode comprometer a salvação do cristão. Diferente da teologia liberal, que relativiza o pecado e declara que crentes que pecam deliberadamente possam estar salvos, Cristo diz que até o desejo de adultério no interior do coração é suficiente para levar uma pessoa ao geena (inferno). É por isso que entendemos a gravidade do pecado e a necessidade de lutar diariamente contra a carne, em favor de uma santidade completa, “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).

5.30 o teu corpo todo seja lançado no inferno. É o corpo, com suas partes (incluindo mãos e olhos, como diz o texto), que perece no inferno (depois da ressurreição corporal), e não um espírito incorpóreo, como na mitologia grega.

5.32 a menos que seja por causa de pecado sexual. O “pecado sexual” é apresentado como sendo uma cláusula de exceção à regra sobre o divórcio e consequente adultério. O termo no original grego, porneia, significa relação sexual ilícita, adultério, fornicação, homossexualismo ou incesto (Strong, 4202). Paulo incluiria mais tarde pelo menos outras duas cláusulas onde a pessoa está livre para se casar com outra, sendo elas a morte do cônjuge (1Co.7:39) e quando é o descrente que decide se separar (1Co.7:15).

5.45 ele faz seu sol sair sobre maus e bons, e chover sobre justos e injustos. Diferente da teologia triunfalista, onde somente os crentes recebem as bênçãos e os descrentes as maldições, Cristo diz que o sol e a chuva (providências de Deus necessárias para a sobrevivência) descem sobre todos, e não somente sobre os justos. Não é aqui nesta terra que haverá a distinção e retribuição de justos e ímpios, mas na nova terra, na vida eterna. Aqui nós apenas semeamos o que colheremos no futuro. É como em uma prova de vestibular. Enquanto os alunos estão fazendo a prova, todos estão sob as mesmas condições. Todos têm as mesmas perguntas para responder, e os que serão aprovados não têm nenhuma vantagem ou privilégio sobre outros, como acesso a computador, mais tempo para fazer a prova, consulta aos universitários, placas ou passar a vez. A devida retribuição para o aluno que estudou e que foi aprovado é o resultado, quando um entrará na Universidade e o outro ficará de fora.

A vida espiritual é a mesma coisa. Todos nós estamos neste momento fazendo essa prova. De fato, estamos sendo testados a todo instante. Todos os dias temos que lutar contra as tentações, resistir aos desejos da carne, demonstrar empenho no estudo da Palavra, na oração, na busca a Deus, no bom tratamento com o próximo, e nós estamos nas mesmas condições daqueles que não fazem nada disso. Mas o resultado das nossas ações, com a devida retribuição, virá na ressurreição. A salvação é como a aprovação no vestibular, e a vida eterna é como a entrada na Universidade. É a partir de então que aquele que foi aprovado desfrutará das vantagens sobre aquele que não foi. Não é enquanto ainda estamos fazendo a prova.

5.48 sede perfeitos. Cristo não está dizendo que é possível ser literalmente perfeito enquanto estivermos na terra (somente ele foi), mas sim que a perfeição é o alvo da fé. Assim como um corredor vê na linha de chegada seu objetivo final, o verdadeiro cristão vê na perfeição seu padrão de conduta, e condiciona sua vida para crescer cada vez mais em direção a isso.

6 comentários:

  1. "sede perfeitos. Cristo não está dizendo que é possível ser literalmente perfeito enquanto estivermos na terra". Perfeição absoluta nunca ninguém terá, somente Deus a tem. Pois está escrito em Jó que até aos anjos Deus atribui imperfeições. Existem leis que Deus destinou aos anjos e, baseado nessas leis, Deus vê imperfeições neles. Somente ele (Deus) é perfeito. É por isso que todos os anjos dizem que SOMENTE ele (Deus) é santo. Seremos aperfeiçoados e santificados.

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  2. Meu amigo, me tire uma dúvida: vc pertence a qual igreja? Pergunto isso pq, quando leio seus textos, apesar de eu estar no meio de pessoas que não acreditam nesse tipo de interpretação das escrituras, vejo que vc tem a mesma linha de raciocínio que o meu. Cara, tantas coisas vêm acontecendo no mundo, e os "crentes" (que somos nós- os evangélicos) achando que tudo vai dar SEMPRE tudo bem. E, quando acontece o mal, ficam sem entender as escrituras!

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    1. Olá, Kelvin, tudo bem? Eu sou da Comunidade Alcance, uma igreja evangélica pentecostal, embora tenha minha própria independência de pensamento e não concorde com todos os ensinamentos da igreja. Abs!

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  3. Concordo com vc em relação às coisas boas que devem acontecer com os cristãos: "elas virão no dia da ressureição dos JUSTOS". Vc disse que satanás usou parte das escrituras para tentar confundir Jesus. Mas Jesus sabendo que nenhuma regra é absoluta mostrou-lhe a exceção. Nós, cristãos, devemos saber que existe a regra geral, mas tb há as exceções. Por exemplo, Deus diz que protegerá os justos dos ímpios, mas pq Ele não protegeu Abel e tantos outros? Salomão disse que viu um mal sobre a terra: "coisas que deveriam acontecer com justos, acontecendo com injustos; e coisas que deveriam acontecer com injustos, acontecendo com justos. Mais uma explicação: no finalzinho de Malaquias, está escrito que Deus ficou triste com o pensamento dos judeus da época. E qual era esse pensamento? Eles pensavam entre si: "É inútil servir a Deus, pq nos sobrevém o mal. Os ímpios prosperam e nós não" (coloquei numa linguagem parecida com a nossa). Então, Deus falou que àqueles que guardam os mandamentos seu nome está gravado em um memorial que está diante Dele e a recompensa viria no dia da salvação. Então podemos concluir que TODOS estão susceptíveis a toda forma de mal. Estamos em um mundo de injustiças, então é justo recebermos injustiças. Mas Deus está no controle de tudo. Então a regra que Deus vai proteger, abençoar e fazer com que tudo de maravilhoso aconteça com os fieis comporta exceções. Caso contrário, não iríamos ver muitos males acontecendo inclusive com verdadeiros servos de Deus.

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